... "(...) para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito."
Cerimônias. Eu, como a maioria das pessoas que eu conheço, ao encerrar algo, prepara uma bela cerimônia, provavelmente pra marcar em minha mente tal assunto como definitivamente encerrado e movê-lo então para a parte de minha memória onde repousam as histórias que hoje fazem quem eu sou.
Ao hábito de fumar, preparei uma cerimônia também, e fumei meu último cigarro ao som de uma de minhas músicas favoritas e ao lado de uma das pessoas que mais dou valor.
Damos festas de encerramento a cursos, anos letivos, essa é só mais uma.
Entre outras coisas, declaro hoje encerrada uma parte de minha vida cuja evolução está aqui representada, desde meu primeiro reblog.
Esse blog serviu-me de várias maneiras e acompanhou minhas oscilações de humor e estima como ninguém mais fez.
Agora, já não há tanto sentido em dar continuidade a ele. Talvez comece um novo, talvez não. Mas a parte de minha vida que iniciou-se com o primeiro post daqui, já não se faz mais presente.
Para quem estiver lendo, se é que há alguém, e que talvez esteja disposto a receber um conselho, só tenho a dizer: A vida não é uma linha reta. A interpretação disso é livre pra cada um.
Obrigado a todos que compartilharam de meus pensamentos por aqui!
Como último pensamento, uma história que me veio por um acaso incrivelmente enorme hoje à mente e mostra uma das coisas que, juntamente com “O azul dos dias” (que já chamou-se “Walls of my mind” e, no principio, “Quiet little monsters”, podendo só assim já representar parte das mudanças ocorridas na sua existência), econtra-se encerrada e enterrada nem tão fundo assim na área de minha consciência, onde deveria haver uma placa que dissesse “Lembranças.”.
Talvez ela seja real, talvez não seja, sobre isso, já nem sei mais. De qualquer jeito, se procuro por uma cerimônia dessa “coisa”, é nisso que penso.
“Queriam assistir ao pôr-do-sol, ali, sentados. Cantavam:
Coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na dispensa.
Cabe o meu amor, cabem três vidas inteiras, cabe uma penteadeira.
Cabe nós dois.
A cantoria foi interrompida pelo contrato que as bocas de apaixonados selam. O pôr-do-sol nunca foi visto.”
O sentido da história? Não sei. E mesmo que eu soubesse e o dissesse, para um ouvido alheio, não faria sentido algum. Acho que cabe a cada um, também.
É o fim do azul dos dias? Sim, mas dele nunca me separo. Assim como não me separo das “Walls of my mind” e dos “quiet little monsters” que ali habitam. Afinal, os dias nunca estiveram tão azuis!
Gui.
(via cristhay)